quarta-feira, 4 de setembro de 2024

Analogia à Política Brasileira

Os partidos políticos no Brasil compreendem a política de maneira similar à forma como os torcedores entendem a Copa do Mundo.

A cada quatro anos, o maior torneio de futebol do planeta é organizado, reunindo seleções de quase todos os países.

Nesse período, promessas são feitas, esperanças são renovadas, e expectativas são criadas em torno das seleções que disputarão o tão cobiçado título mundial.

Durante um mês inteiro, as nações se enfrentam em campo, enquanto os torcedores vibram, sofrem e sonham com a glória de seus times.

No entanto, quando o torneio chega ao fim e o campeão é coroado, a euforia rapidamente se dissipa, e a vida volta ao normal.

O entusiasmo que antes dominava as conversas cotidianas dá lugar a outros assuntos, e com o passar de um ou dois anos, muitos já têm dificuldade em lembrar quem foi o vencedor da última edição.

Da mesma forma, no cenário político brasileiro, a cada ciclo eleitoral, os partidos se mobilizam, promessas são lançadas, e os eleitores depositam suas esperanças em candidatos que, supostamente, irão mudar o rumo do país.

A campanha é intensa, cheia de debates e expectativas, mas, uma vez terminado o processo eleitoral e definido o vencedor, a rotina volta ao curso habitual.

As promessas, muitas vezes, são esquecidas, e a empolgação que tomou conta do período eleitoral se esvai, até que, quatro anos depois, tudo ressurge com força total, trazendo novamente o ciclo de promessas, expectativas e desilusões.

Essa analogia evidencia como a política no Brasil, assim como a Copa do Mundo, é marcada por ciclos de intensa mobilização e, muitas vezes, por um retorno à apatia e à normalidade após o término dos eventos.

A questão que fica é: até quando esse ciclo, na política, se repetirá sem que mudanças concretas e duradouras sejam alcançadas?

Esta é uma pergunta retórica sem uma resposta fácil, que se soubesse, juro que contava.

 


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Comprar Imóveis em Portugal


Investir em imóveis em Portugal é uma excelente e segura opção. Este manteve-se, no primeiro trimestre de 2017, no Top 10 países a nível mundial melhor posicionados para o fazer. De acordo com o TheMoveChannel, Portugal continua classificado como um destino de grande interesse a nível internacional pelos investidores imobiliários. Este facto foi confirmado pelo Banco de Portugal que denotou um aumento de 11% no investimento estrangeiro em imóveis, desde o início deste ano.
Tal como no ranking de Fevereiro, a liderança continua a pertencer ao nosso país vizinho, Espanha. Já Portugal desceu uma posição, passando a ocupar o 4º lugar no mês de Março. A descida de Portugal deveu-se à subida repentina, de 4 posições, em apenas um mês, dos Emirados Árabes Unidos (UAE). Estes viram a sua economia escalar positivamente num curto espaço de tempo, o que lhes permitiu destronar os Estados Unidos da América (EUA) para 3º lugar. Porém, a descida de Portugal para 4º lugar não invalida o claro consenso global dos investidores internacionais. Investir em imóveis portugueses continua, e continuará, a ser uma escolha popular para os próximos meses e anos.

Fatores que tornam Portugal num destino popular para investir em imóveis
O investimento imobiliário em Portugal é considerado uma escolha segura e confiável, já que a economia do país tem vindo a crescer positivamente a par com a sua estabilidade fiscal. Além disto, existem motivos de cariz mais geográfico e relacionados com a qualidade de vida que levam os investidores estrangeiros a apostar nos imóveis portugueses, sobretudo, em cidades turísticas como o Porto, Lisboa e Algarve.
As claras distinções de que Portugal tem merecido a nível internacional, como a segurança, o clima ameno, a gastronomia, a tradição, a contemporaneidade, as praias e a hospitalidade dos portugueses têm tornado o país um destino competitivo. Aliando os aspetos relacionados com o estilo de vida ao crescente número de incentivos governamentais para o investimento imobiliário, tem-se vindo a gerar uma enorme atração por imóveis pelos investidores estrangeiros.
De facto, a tendência é para Portugal ser visto, internacionalmente, como um destino de conduta exemplar. Transparência de negócios de propriedades e credibilidade imobiliária pelos investidores em imóveis são os aspetos positivos a apontar.
Assim, as projeções apontam Portugal como um destino sedutor para todos os que pretendem investir em imóveis. Se até finais de 2016 havia dúvidas sobre o retorno de capital em investimentos imobiliários em Portugal, estas desvaneceram durante o primeiro trimestre deste ano. Investir em imóveis portugueses é uma certeza por parte de investidores estrangeiros. Pondere em ser uma aposta sua também! Lembre-se, o investimento imobiliário é considerado, atualmente, uma fonte de rendimento.

Fonte; aqui

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Cinco Pontos de uma Visão Bíblica sobre ética na Política


1) Toda autoridade procede de Deus (Romanos 13). Os governantes são vistos como servos de Deus neste mundo, para através da política e do exercício do poder promover o bem comum, recompensar os bons e punir os maus. Como tal, haverão de responder diante de Deus pela corrupção na política, pela insensibilidade e pelo egoísmo. A visão do cargo político como sendo uma delegação divina desperta no povo o devido respeito pelas autoridades, mas, ao mesmo tempo, produz nestas autoridades o senso crítico do dever.

2) Por outro lado, a Escritura não reconhece o conceito da soberania absoluta do Estado, um produto do panteísmo filosófico alemão e nem o conceito da soberania absoluta do povo, conforme defendido pela revolução francesa. O poder reside em Deus. Tanto o poder do Estado quanto do povo são delegados por ele visando a organização da humanidade. Como conseqüência, nenhum ser humano tem poder sobre seus semelhantes, a não ser quando delegado por Deus, ao ocupar um cargo de autoridade. Portanto, é antibíblica toda opressão política à mulher, ao pobre e ao estrangeiro, todo sistema político que produza escravidão, todo conceito de castas e qualquer distinção entre sacerdotes e leigos.

3) Já que o poder não é intrínseco ao ser humano, mas uma delegação divina, deve-se resistir pelos meios corretos a quem exerce o poder político em desacordo com a vontade de Deus. Esta vontade divina para os governantes se encontra claramente expressa na Bíblia, como por exemplo, nos Dez Mandamentos. Entre eles encontramos proposições como “não furtarás”, “não dirás falso testemunho”, “não matarás”. Esses mandamentos refletem absolutos éticos presentes em todas as civilizações, em função de todos os seres humanos levarem em sua constituição a imagem e semelhança de Deus – com maior ou menor precisão, em função da imperfeição moral existente na humanidade. Nenhum governante tem imunidade contra a Lei de Deus. Resistir à corrupção na política é dever de todos e a vontade de Deus para cada pessoa.

4) A corrupção na política é vista na Bíblia como tendo origem primariamente no coração dos seres humanos. A Bíblia afirma que não há sequer uma pessoa justa neste mundo. “Todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Jesus Cristo disse que é do coração dos homens e das mulheres que procedem “maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias” (Mateus 15.19-20). Quando a causa é identificada, há condições de se buscar o remédio adequado. Aqui se percebe a insuficiência de éticas humanistas reducionistas, que analisam apenas aspectos sociológicos e antropológicos da corrupção na política, deixando de incluir a dimensão pessoal: egoísmo, maldade, crueldade, despotismo, avareza, inveja, cobiça. As Escrituras pregam uma conversão interior dos governantes e dos governados a Deus, que se arrependam do mal e pratiquem obras de justiça.

5) Por fim, a Escritura nos ensina, ainda que de forma indireta, o conceito de graça comum (concedida a todos). Há princípios gerais estabelecidos por Deus que, se seguidos e aplicados, produzirão a ética na política. Deus abençoa a humanidade em geral com virtudes e qualidades, independentemente das convicções religiosas e políticas das pessoas. É por este motivo que encontramos quem se professa cristão e não tem ética, e encontramos a ética funcionando pelas mãos de quem não se declara cristão. Ao reconhecer a graça comum de Deus, o cristão entende que o caminho para a ética na política não é necessariamente colocar em cargos políticos quem se professa cristão, mas contribuir para que os princípios de igualdade, justiça, honestidade, verdade, transparência, equidade, misericórdia e outros acima mencionados sejam reconhecidos e exercidos por todos, independentemente da convicção religiosa.

Esse texto é de:  Augustus Nicodemus Lopes. Clique no nome para visualizar o perfil.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Quem perde na política

Sou do tempo quando haviam só dois partidos políticos, ARENA e MDB, do final do militarismo e o começo de uma política mais “democrática”.

Desde que comecei a ter uma certa consciência  política não consigo me lembrar de um governante que tenha se preocupado com questões básicas, mas fundamentais, como: educação, habitação, saúde, emprego, segurança e lazer. Quando sim, eram medidas paliativas e com pouco investimentos.

Todas as discussões políticas que tomaram e ainda tomam conta dos noticiários só envolvem tramóias, desvios e corrupções, mesmo assim continuamos esperançosos de que um dia isto tudo acabe e tenhamos governantes que resolvam nossas necessidades mais básicas.

Entra geração, sai geração e esta “esperança” continua, assim como nossos problemas, com a diferença de que eles só aumentam e ficam piores.
Hoje em dia sofremos as conseqüências da falta de investimento na educação, pessoas que não sabem votar, sem capacitação e condições de empregos dignos e com isto um percentual com forte inclinação para a criminalidade.

Esta corrupção enraizada afeta diretamente a família, onde seus pilares, tanto o pai como a mãe sentem a necessidade de sair para trabalhar para prover o básico,  gerando filhos sem pais, sendo criados nas ruas por falta de creches, sem vaga nas escolas e não precisamos descrever as conseqüências disto.

Ouço pessoas falarem e vejo nos noticiários nossos jovens cometendo crimes bárbaros, não contentes apenas em levar os bens de trabalhadores, mas ainda tirando suas vidas por besteira. Até isto “evoluiu”, dificilmente se ouvia falar em latrocínio (roubo seguido de morte), embora houvessem muitos assaltos, mas ao menos a vitima saia com sua saúde física ilesa.

Não classifico este como um texto pessimista, mas sim realista, é isto que vejo faltando em nosso meio. Se existe uma condição que podemos dizer que o povo brasileiro tem de sobra é o otimismo, mesmo que já não faça mais sentido tê-lo.

E bonito ver a nova geração reivindicar direitos, mesmo que sem nenhuma base histórica, na verdade é o que falta, um estudo mais profundo em nosso passado político, do mais antigo ao mais recente. Uma "massa" manipulada onde poucos ali sabem porque estão, os outros apenas "por ouvir dizer".
Hoje sinto uma geração mais imediatistas, ou seja, manifestações buscando necessidades imediatas  sem pensar em conseqüências ou se a nossa constituição pode ou não atender esta reivindicações, até porque poucos se preocupam em ler e entender.

Entra presidente e sai presidente, mas o comando sempre é o mesmo, as brechas nas leis nunca são tapadas, os governantes das “sombras” nunca aparecem para sabermos quem de fato governa este país. O que sabemos são apenas que eles querem que saibamos, não temos “curiosidade” de ver mais a fundo e acreditamos em propagandas de margarinas durante as eleições.

Somos motivos de piadas, não apenas para pessoas de outros países, como também, para aqueles que estão no poder das “sombras” espalhados por este imenso país.

Quantos partidos políticos existem no Brasil e quantas pessoas afiliadas que lançam suas candidaturas a cada ano eleitoral?
Não conhecemos um terço delas, e mesmo as que são midiáticos, não avaliamos como deveríamos buscando em seu passado a sua integridade, o que fizeram de fato por este país.

Apesar disto, como diz o ditado popular: “Uma andorinha só não faz verão”, ainda mais quando existem no comando caçadores preparados para abater cada “andorinha” que tente.
Ou trocamos todo o bando de andorinhas e torcemos para que elas não se corrompam, ou jamais teremos um país em que seus governantes estejam voltados para o bem comum da população.

Não vejo isto acontecer, até porque não temos maturidade política para isto, reflexo da falta de investimento na educação onde hoje a qualidade é a pior possível.  

Infelizmente não sei como terminar este texto com uma frase otimista na perspectiva humana, mas como cristão a muito tempo aprendi a confiar em Deus, apesar de tudo entendo que só Ele pode nos provir diante de qualquer governo corrupto, mas atenção, Deus não precisa de uma “bancada” no governo para agir, cuidado com os exploradores da fé que buscam seus próprios interesses, pois até ai existe a corrupção e isto desde a criação.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

País Dividido

No Brasil, esta ultima eleição para presidente foi uma das mais disputadas, a diferença de votos entre os candidatos foi um dos menores.

Hoje as manifestações são constantes com as mais diversas reivindicações, o povo brasileiro cansou de ficar calado enquanto as coisas aconteciam. Infelizmente muitas delas movidas muito mais por ideologias do que por um bem comum, embora muitos pensem que sim.

O ditos “politizados” ao invés  de defender a bandeira da união, optaram por separar os brasileiros entre ricos e pobres, onde os ricos representados pela oposição, tendo sua maior força o PSDB; já os pobres se enxergavam representados pela situação, levantando a bandeira do PT.

O que os ditos “politizados” se esqueceram ou ignoraram é que a lei básica para se enfraquecer um “casa” é dividi-la, foi exatamente o que aconteceu, uma guerra ideológica onde ambos ficaram cegos e só queriam defender suas cores.

Uma primeira batalha foi “vencida” pela oposição, destituíram, mesmo que temporariamente, a situação, mas ironicamente uma terceira força assumiu o controle da ação, o PMDB, outrora escondida.

Como toda briga ideológica, sempre aparecem outras frentes querendo reivindicar seus “direitos”, um lugar ao sol, é o que está acontecendo agora:  “...mais mulheres no poder; mais negros; mais homossexuais; mais evangélicos, católicos.....”

É como se um bolo estivesse sendo repartido e cada um buscando garantir o seu pedaço, mas não é de um bolo que estamos falando e sim de uma nação. As vezes da-se a impressão que estamos vendo guerras de torcedores como em torneios de futebol ou por classes sociais, políticas, religiosas, étnicas e não de um país formado por pessoas que reivindicam seu direitos de cidadãos.

Um país dividido é uma nação fragilizada de um povo facilmente manipulado, ao ponto de “defender” erros menores cometidos justificando com outros de seus "adversários" que cometeram erros maiores, quando na verdade erros são erros e não importam seu tamanho, não deveriam ser cometidos.

Se alguém que errou foi afastado, agora o objetivo é afastar os outros que também erraram, como etapas, unidos por um propósito maior que não sejam seus próprios interesses.


Para isto é preciso união, que o povo olhem todos para uma mesma direção, que deixem de lado suas ideologias e se preocupem com um bem maior, só assim teremos uma nação onde seu povo respeitem uns aos outros, mesmo quando pensam diferentes. 

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Em um País Qualquer

Vamos falar de um país qualquer onde, talvez, um estádio de futebol representasse o simbolo maior desta nação tão envolvida com este esporte, mas pensando bem, eles não vivem em uma fase propicia baseando-se nos últimos resultados.
Tanto a politica que envolve este esporte quanto a praticada em seu planalto. 
Este país será melhor representado com esta arena ilustrada e para quem não sabe, era onde os gladiadores se digladiavam até a morte.

Bom seria se assim fosse, mas a realidade politica daquele país fazia com que as lutas travadas dentro da arena não acontecessem até a morte dos gladiadores, mas para benefícios particulares independentes das vitimas que faziam fora dela.

No palco principal desta arena podemos dizer que de um lado os gladiadores de esquerda, representados pela cor vermelha e seus súditos e do outro, gladiadores da direita representados pela cor azul e seus súditos.

Nas cadeiras, onde podemos chamar de arquibancadas, vemos uma parte da população daquele país, os "politizados", aqueles que defendem suas bandeiras com fervor e só conseguem ver qualidades nas suas cores de coração, quando percebem algumas falhas pensam logo nos erros "maiores" do governo passado para justificar suas escolhas. São aqueles que se acham espertos o suficiente e não se julgam manipulados, mas não percebem as "cordinhas" amarradas em seus braços e pernas os transformando em marionetes.

Nas cadeiras cativas estão aqueles que correm por fora, que organizam tudo e agem como empresas de eventos, podemos chama-los de assessores. 

Nos camarotes estão os que realmente comandam o espetáculos (país), os empresários, os que financiam e esperam o resultado da disputa para saber quem sobreviveu e quem sucumbiu (mas que continuam vivos). São o que não aparecem, aqueles que "não sabemos" quem são.

Para os que continuam lendo este texto, podem se perguntar, mas onde está representado a outra parte da população?

Diria que é uma boa pergunta e vou responde-la. A outra parte do povo deste pais qualquer, está fora desta arena, são aqueles que assistem o "espetáculo" calados em seus lares e só conseguem saber aquilo que é transmitido através dos meios de comunicações, claro, depois das devidas edições.

Me faz lembrar da história infantil sobre a rã que não sabia que estava sendo cozida. Ela foi jogada em uma panela de água fria e nada percebeu, enquanto o cozinheiro ia aquecendo aos poucos, quando ela se deu conta, já era tarde demais e assim foi cozida. "Qualquer semelhança é mera coincidência", já diziam.

O que distrai tanto assim uma nação inteira para que não perceba que está sendo cozida?
A resposta posso dizer que, entre outras coisas, está na qualidade da educação em que o povo está sujeito, ou melhor, na falta dela.
Situação que vem se arrastando a tanto tempo que criou uma geração de pessoas que não sabem mais reivindicar, que não conhecem seus direitos e portanto preferem assistir calados de suas poltronas todas as mentiras que afagam seus egos.

Criticar é fácil, sei bem disto, então vamos falar de soluções. Assim como esta mentalidade foi incutida ao longo prazo, assim também acontecerá com a solução para este quadro. 

Temos uma ferramente poderosa que é a internet, só precisamos aprender a usa-la e não nos deixarmos manipular por manchetes, lendo as matérias com cuidado sem acreditar totalmente.
Investigar as pessoas em que vão votar, conhecer o seu passado não apenas nas campanhas politicas dias antes das eleições, mas muito antes disto, até conseguir entender o porque se candidataram.

Nenhuma empresa contrata um candidato na primeira entrevista, assim também deveriam ser os eleitores em relação aos seus eleitos.
Depois de investigar e votar nos que melhores se enquadram para um bem comum, sim, porque não podemos escolher aqueles que dizem apenas que farão melhorias em seus bairros. Depois disto, cobrar suas atitudes acompanhando seus trabalhos de perto. 

Pessoas politizadas não são aquelas que sabem ler gráficos e ter argumentos para debater, isto também, mas, principalmente, aqueles que conseguem pensar sem torcida, sem se deixar levar emocionalmente por um político com história de vida triste e que, depois de eleito, nos colocam como reféns de seus desmandos. Muitas pessoas depois disto ainda não conseguem enxergar. Cuidado para que não estejam sendo vítimas da "Síndrome de Estocolmo".


segunda-feira, 20 de julho de 2015

Brasil, O Poder Pelo Poder

Vamos falar na linguagem que interessa, tirando a "burocracia" verbal, nomenclaturas e legendas.
Para que o povo possa entender é necessário ser direto, sem gráficos de levantamentos com origens duvidosas.
Vamos falar do que afeta o bolso, a mesa do brasileiro e tira o somo de muitas pessoas honestas que acordam cedo para o trabalho.
Brasileiros que perderam a noção e o jeito para reclamar seus direitos cada vez mais subtraídos, sem mencionar aqueles que nem os conhecem.

O que nós vemos no Brasil hoje não se pode chamar de política, mas de jogos de interesses em brigas do poder pelo poder.
Sempre que falamos de um grupo de pessoas ou de classes, devemos ter o cuidado de jamais generalizar, evidente que pessoas honestas e com boas intenções ainda existem e talvez por serem minoria nesta situação acabam exercendo pouca ou nenhuma influencia neste meio. 

No meio "dito" político brasileiro atualmente, críticas ou elogios são precipitados com tantos interesses particulares em jogo, tanto na oposição como da situação.  
Os partidos não pensam mais em conjunto e embora se unam por um objetivo, são fragmentados e cada fragmento tem seus interesses para benefícios que passam longe de ser em favor da população ou da maioria.

Enquanto em outros países a maior crise mundial acontece por questões externas, no Brasil se “dormem” com os inimigos.

A corrupção se alastrou de tal forma que é difícil saber onde começa ou onde termina, enquanto a população é manipulada com o pensamento de que são brigas entre oposição e situação, direita e esquerda, as discussões partidárias por interesses particulares estão fatiando o país e servindo seus pedaços "de bandejas" para todos os lados.

Descrevendo assim parece um quadro irreversível ou um relato da maior tragédia já vivida, mas não é bem assim, apenas estamos vivendo fatos inéditos com objetivos iguais ao do passado.

Houve uma melhora de 2002 até hoje, muitas políticas sociais fizeram a diferença e isto não se pode negar. Acesso a universidades, pessoas se alimentando melhor e um aumento no número de empregos.
A evolução acontece quando andamos e olhando para o futuro evitando cometer erros iguais aos do passado, por isto o argumento de que hoje muitas coisas estão melhores do que eram, mesmo sendo verdadeiro, não são justificativas para aceitar calados ou resmungando apenas, diante de tantas coisas erradas.

Geralmente quando se compara a vida atual com dificuldades do passado, a tendência é a aceitar o “menos ruim”, ao invés de buscar o que é bom.
A ideia no Brasil de que a oposição tem que se opor sempre e sob qualquer situação é muito forte, mas as coisas não são bem assim. Oposição deveria ser o “motor” reserva da situação para um bem maior, aqueles que revisam, fiscalizam e orientam quando percebe algo.
Por outro lado, a situação deveria ter atitudes mais humildes e, no mínimo, levar em consideração alertas da oposição.

Utopia alguns dirão, talvez, mas por terem esta visão negativista que as coisas deixaram de funcionar como se deveriam.
Uma parte da população que ainda se envolve com a política do pais discutem de forma desordenada como torcedores de futebol defendendo seus clubes (partidos), enquanto a outra parte não quer se envolver alegando “não gostar de política”. Tem as terceira e a quarta partes, aqueles que sem o mínimo estudo enxergam apenas os que dão e os que tiram a cesta básica e os auxílios “compra de voto”. Por último os que crescem "educados" a não se envolverem com isto, geração internet e vídeo game.

A saída está na educação e não tenho dúvida disto, mas é um remédio que leva a um tratamento de longo prazo e que precisa ser iniciado o mais rápido possível.

Certamente terão boicotes e muitos vão querer tomar conta das escolas, impor suas ideias e criar ideologias, mas a esperança é que isto não aconteça, que tudo corra de forma imparcial ensinado as pessoas desde criança a pensarem sem influencias.

É algo que esperamos que aconteça para o bem do futuro do Brasil, porque esta geração dificilmente sentirá mudanças significativas e infelizmente ainda serão manipuladas por muito tempo.



sexta-feira, 17 de julho de 2015

Brasil com Z

“O Brasil perdeu a sensibilidade para o absurdo...
Fazendo um paralelo, se uma pessoa é assaltada e esfaqueada por causa de uma bicicleta aqui no Central Parque em Nova Iorque, eles fechariam o parque, quinhentos policiais estariam cercando e isto não aconteceria. As pessoas em Nova Iorque conseguem ver os absurdos, nós brasileiros não mais. ” José Padilha (diretor do filme Tropa de Elite)

Para aquelas pessoas que não gostam de comparações, assim como eu, diria que não se trata disto, mas de uma sensibilidade que estamos perdendo e isto não é bom. Estamos nos indignando, mas a cada dia que passa nos conformando com a situação. Com o pensamento que se as ruas estão violentas, a solução é ficar em casa, enquanto isto a violência toma conta.
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As propagandas vinculadas nos meios de comunicações nos alerta para não sair com colares, pulseiras, carteiras e celulares a mostra; não usar roupas de marcas, tênis e se for viajar para alguma cidade turística tentar não se comportar como turista. Só falta dizer para viajar, mas não sair do hotel.
As pessoas ouvem estas reivindicações, se escandalizam com isto, resmungam, engolem seco e seguem à risca. Tudo continua como está, afinal a vida continua.

Alguns países criaram cartilhas ensinando a se defender dos assaltantes no Brasil, mais especificamente na cidade do Rio de Janeiro por motivo de vários eventos que lá acontecem. Atitudes como esta gera mais revolta nos brasileiros do que a onda de violências noticiadas todos os dias nos telejornais.
O povo brasileiro sem dúvidas é um povo patriota que não aceitam críticas vindas de fora, mas fecham os olhos se conformando com os problemas internos.

Aproveitando para fazer outro paralelo; nos Estados Unidos é comum ver bandeiras do país nas sacadas das casas, eles sentem orgulho de serem americanos, mas isto não quer dizer que aceitam tudo calados, sabem reivindicar seus direitos e não poupam criticas ao governo quando necessário.

Para muitos brasileiros a internet virou um lugar de desabafo, onde diariamente vejo pessoas revoltadas expondo seus pensamentos políticos. Ao se desconectarem, vão dormir aliviados por terem desabafado e acordam mais animados para enfrentar o dia seguinte.

O dia seguinte traz os mesmos problemas, nada mudou apenas iniciam uma manhã mais aliviados para os aborrecimentos das realidades que virão durante o dia.

É um povo que precisa rapidamente recuperar a sensibilidade do absurdo, aprender a cobrar seus direitos e que a suas vozes sejam mais ativas fazendo a diferença.



Segue a integra da entrevistada dada por José Padilha.



terça-feira, 23 de junho de 2015

Pedido de Desculpas

PEDIDO DE DESCULPAS DO PASTOR SILAS MALAFAIA AO JORNALISTA DA REDE BANDEIRANTES RICARDO BOECHAT:

"Primeiramente quero pedir perdão a Deus por não ter tido a atitude que um cristão deveria. 
Em segundo lugar, gostaria de pedir perdão ao jornalista Ricardo Boechat porque eu não deveria ter começado toda essa briga desnecessária. 
Sim, eu comecei! Porque em nenhum momento você generalizou, você disse alguns líderes, alguns. Apenas isso.
E eu, como cristão, pastor evangélico, fui em meu Twitter ontem pela manhã e chamei você de ASNO, FALASTRÃO E IDIOTA.
Foi só depois disso que todo o resto aconteceu.
Achei de um enorme desrespeito suas palavras comigo e com seus ouvintes a forma como me respondeu, mas te perdoo e peço também o seu perdão. 
Afinal Boechat me esqueci por um momento o que está escrito em I Pedro 3:9 (Amem uns aos outros e sejam educados e humildes uns com os outros. Não paguem mal com mal, nem ofensa com ofensa. Pelo contrário, paguem a ofensa com uma bênção.).
Mais uma vez, perdão é que Deus te abençoe."

RESPOSTA DO JORNALISTA RICARDO BOECHAT

"Caro Pastor Silas Malafaia, o que dizer diante de suas palavras?
Fiquei desarmado! Nem sei o que dizer!

Lendo suas palavras quero te dizer que lhe devo desculpas pela minha atitude. E desculpas aos meus ouvintes por palavras que eu não deveria ter dito num momento de nervoso.
Suas palavras são de um verdadeiro cristão, que realmente entendeu o que é a paz que Cristo ensinou. Um dia desses vamos tomar um café "


É uma pena que isso não é verdade. Parece até utopia.... Mas poderia ser assim. Ver um pastor conhecido em todo Brasil levantando a bandeira da paz. Todos sairiam ganhando. Seria lindo de ver. (Por Eder Mota)

Este texto fictício está circulando nas redes sociais, a última vez que vi tinha mais de mil e oitocentos compartilhamentos.
Refere-se a um fato acontecido em "terrinhas lusitanas do Brasil", sobre um comentário ao vivo feito por um jornalista em uma emissora de rádio e a resposta dada através do Twitter por um pastor evangélico  conhecido naquele país. Segue o link no final deste texto para quem se interessar em ver e ouvir.

Gosto de comentar coisas inteligentes, esta foi uma delas, uma sacada muito interessante do Eder Mota, que na verdade só usou a razão e claro, no conhecimento que certamente tem nas Escrituras e, também, sua fé.

Interessantes quando comecei a ler o texto, meu conceito sobre este pastor até chegou a aumentar  (mas só um pouco),  o qual já conhecia mesmo morando em Portugal. 
Me veio a mente o quanto somos falhos, sujeitos a erros e até cometer injustiças. A primeira vista estes predicados descreveriam alguém sem caráter, mas na verdade passamos por momentos e situações em que estamos sujeitos a todo eles, mas jamais podem nos definir.

Não somos donos da verdade, não dominamos a “arte” ou o poder de estarmos sempre certos, de andar em uma linha reta sem desviar para esquerda ou direita. Reconhecer nossos limites é uma qualidade necessária e um passo em direção a humildade.

Minha reação durante a leitura  do suposto pedido de desculpa foi de começar a aceitar que o ser humano “tem jeito”, que podemos entender que a soberba não pode fazer parte do nosso caráter. Fui lembrando das discussões entre os apóstolos de Jesus e pensei: Quem sou eu para julgar? 
Fui reconhecendo na suposta atitude deste pastor um conforto e me alegrando com um gesto digno de quem "dá a outra face".

Mais a frente, ao ler a suposta resposta do jornalista, sem conhecer sua fé e muito menos os seus costumes, mas passei a pensar no grande exemplo que ele estava dando para as pessoas que não comungam a mesma fé ou a falta dela, talvez até para as pessoas que não creem em nada além de si. Um exemplo de humildade para milhões de ouvintes que ele deve ter todos os dias.

Não precisamos ter uma fé direcionada para entender que precisamos ter regras de convivência, ter parâmetros para seguir e o respeito é o princípio para isto.
Respeitar as pessoas não é apenas uma matéria de escola, um conselho e ensinamento de nossos pais, mas é um princípio para convivência.

Aceitar um pedido sincero de desculpas sem apontar as falhas que, supostamente, enxergamos em nosso agressor, é uma qualidade a qual precisamos praticar. Reconhecer quando erramos é um exercício de autoanalise que poucos param para exercitar, infelizmente.

Enfim, chegamos a uma triste realidade onde tudo não passou de uma brilhante “sacada” do Eder na tentativa de mostrar como deveriam desenrolar os fatos. Infelizmente não foi assim que as coisas aconteceram.

Esta situação caminha para um processo judicial, onde, de um lado um pastor sem a menor intenção de servir como exemplo vivo, mostrando o lado humano da imperfeição conhecido como "humildade" reconhecendo suas falhas.
Do outro lado um jornalista que não pode dar um exemplo da aceitação de um pedido de desculpas (que não aconteceu), do reconhecimento  que ultrapassou limites desrespeitando seus ouvintes com palavras de baixo calão, não foi desta vez que presenciamos um ato de respeito e perdão entre dois seres humanos.





Para visualizar as palavras do pastor através do Twitter e o áudio da resposta do jornalista, clique aqui.
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